- O crescimento populacional do município dos
últimos 10 anos foi de 10.013 habitantes, representando um crescimento de 33,02% da população, nos últimos 5 anos o crescimento foi de 4,760 habitantes, sendo
um crescimento de 13,4%, este crescimento populacional é motivado por imigração
de outros municípios de menor porte e de zonas rurais para Indaial, assim como o
índice de desenvolvimento alcançado pelo município nos últimos anos.
Natalidade
- No ano de 2001,
nasceram no município 711 crianças sendo uma taxa de natalidade de 17,7 por 1000
habitantes, existindo uma taxa geral de fecundidade no município de 29,1 por
1000 mulheres em idade fértil (15-49), sendo um total de 24.365.
Nascidos Vivos em Indaial Segundo Sexo - Anos 1996 até 08/2002
Sexo
1996
1997
1998
1999
2000
2001
08/2002
Total
Masculino
373
384
327
369
351
360
-----
2164
Feminino
353
326
349
324
340
351
-----
2043
Total
726
710
746
693
691
711
496
4773
Fonte: SINASC- Vigilância Epidemiológica- Indaial
- Como
vimos na tabela acima, a média de nascimentos do ano de 1996 até 2001 foi de 611
crianças nascidas vivas, e até agosto de 2002 já são 496 crianças, de maneira
que nos últimos 20 meses houve um aumento dos nascimentos com previsão de
terminar o ano de 2002 com 744 nascimentos. - A respeito ao peso da criança
ao nascer neste mesmo período vemos que, do total de nascimentos (4773), 3.827
crianças nasceram acima de 2.500g, representando 80,1% do total de nascidos.
Mortalidade
- A mortalidade
geral no ano de 2001 foi de 185 falecidos, representando uma taxa de 4,6 por
cada 1000 habitantes, considerando que a população total era de 40.100
habitantes. Comparando com os indicadores do Estado de Santa Catarina e o país
vemos o seguinte:
Mortalidade Geral no Brasil, SC, e
Indaial - 1996-2001
Níveis
Mortalidade
1996
1997
1998
1999
2000
2001
Brasil
Total de Óbitos
908.882
903.516
929.023
983.658
----
----
Taxa Mortalidade
57,86
57,52
59,14
62,62
----
----
SC
Total de Óbitos
28.211
27.525
28.181
28.349
29.871
23.448
Taxa Mortalidade
57,86
56,45
57,8
58,14
55,76
43,77
Indaial
Total de Óbitos
220
230
204
220
252
185
Taxa Mortalidade
62,25
65,08
57,72
62,25
62,69
46,02
Fonte:SIM-SES-MS
Dez primeiras causas de Óbitos Gerais
até Agosto de 2002 - SC/ Região do Vale do Itajaí e Indaial
Causa
Agosto 2002
Santa Catarina
Vale do Itajaí
Indaial
Doenças do aparelho circulatório
3809 (1º)
1009 (1º)
23 (2º)
Neoplasias (Tumores)
2319 (2º)
507 (2º)
13 (4º)
Causas Externas ( Acid. Homic.
Suicídio)
1834 (3º)
423 (3º)
18 ( 3º)
Mal definidas
1540 (4º)
385 (4º)
41 (1º)
Doenças do aparelho respiratório
1257 (5º)
322 (5º)
8 (5º)
Infecções originadas no período
perinatal
693 (6º)
119 (9º)
3 (8º)
Doenças Endócrinas, Nutricionais e
Metabólicas
612 (7º)
175 (6º)
7 (6º)
Doenças do aparelho digestivo
607 (8º)
142 (7º)
4 (7º)
Doenças infecciosas e parasitárias
546 (9º)
142 (8º)
2 (10º)
Doenças do sistema nervoso
224 (10º)
63 (10º)
---
Mal formações congênitas e anomalias
cromosômicas
---
---
3 (9º)
Total
13441
3287
122
Fonte: SIM - SINASC
- Como vimos na tabela acima, as dez primeiras causas de morte no Vale do Itajaí coincidem com as dez primeiras do Estado de Santa Catarina, exceto as infecções originadas no período perinatal, que ocupam o 9º lugar e as doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas que ocupam o 6º lugar.
- Em Indaial, temos como a primeira causa de morte as causas mal definidas, motivadas pelo desconhecimento na hora do óbito da causa morte, isto é preocupante para a categoria médica, uma vez que estamos no Sul do país onde se concentra muitos profissionais médicos, não podendo ser tão elevado este indicador.
- A segunda causa de morte no município são as doenças do aparelho circulatório, coincidindo aproximadamente com a média nacional e o Estado de Santa Catarina.
- A terceira causa são as mortes violentas, coincidindo tanto no Estado quanto no Vale do Itajaí, sendo um alerta, uma vez que nesta causa estão os acidentes, homicídios e suicídios.
Causa de óbitos Maternos em SC / Vale do Itajaí e
Indaial - Janeiro à Agosto de 2002
Causa
Maternas
Santa
Catarina
Vale
do Itajaí
Indaial (*)
Total
Obstétricas Direta
13
7
0
20
Obstétrica Indireta
2
1
0
3
Tétano Obstétrico
1
1
0
2
Total
16
9
0
25
Fonte: SIM
- SINASC (*) No município de Indaial até o mês de Agosto não tem
informado morte materna.
Mortalidade Infantil (<1 ano) no
Brasil, SC, Indaial período de 1996 a 2001.
Níveis
1996
1997
1998
1999
2000
2001
Brasil
25,63
23,62
22,7
--
--
--
SC
16,73
17,09
16,68
16,2
16,38
14,84
Indaial
8,26
9,85
8,04
10,01
10,13
12,65
Fonte:
SIM - SINASC
Mortalidade Infantil (>1ano) segundo idade em SC/
Vale do Itajaí e Indaial - Janeiro à Agosto de 2002
Idade
Santa Catarina
Vale do Itajaí
Indaial
Total
< 7 dias
329
48
0
377
7- 27 dias
88
12
0
100
28d - < 1 ano
216
41
2
257
Total
633
101
2
736
Fonte: SIM
- SINASC
- A mortalidade geral no município no ano de 2001 foi de 185 falecidos, destes, 176 foram adultos, representando 95,1% do total e 9 foram crianças, sendo 4,9%. Das 9 crianças que foram a óbito 4 faleceram no primeiro mês de vida, sendo 44,4% das crianças e 2,1% do total geral dos óbitos do município.
- As 5 ( cinco) crianças restante que foram a óbito, morreram entre 1 mês e um ano de idade. Esse comportamento da mortalidade geral, o qual ainda é elevado, podemos dizer que é inferior ao do país e do Estado, em nosso estudo não fazemos uma análise mais detalhado pois na maioria dos casos desconhecemos a causa dos óbitos.
- Como foi demostrado na tabela a Mortalidade
Geral tem uma diminuição significativa, sendo no ano de 2001 a mais baixa dos
últimos 05 anos, este dado unido a diminuição da Mortalidade Infantil, ao
aumento dos serviços de Atenção Integral aos cidadãos, e a melhoria na qualidade
de vida da população faz que a expectativa de vida no município seja de 74 anos
ao nascer se consideramos que existe um predomínio da população na faixa etária
de 0 – 59 anos, e 8,09 % dos habitantes acima de 60 anos de idade. - Ao
analisarmos a média de falecimentos no ano de 2000 vemos que foram 21
falecimentos por mês, e no ano de 2001 foram 15,4 por mês representando 67
falecimentos a menos. No ano de 2002 até o mês de agosto tem falecido um total
de 122, com uma média mensal de 15,2. - A mortalidade infantil no presente
ano até o mês de agosto tem uma taxa 4,03 falecidos por cada 1000 nascidos vivos
com um total de duas mortes, sendo até agora a mais baixa do município.
Morbidade e
Problemas de Saúde
- O
município de Indaial conta com 466 km² em sua extensão de território,
e tendo um total de 40.100 habitantes, existe então uma distribuição geográfica
de 86,05 habitantes por km. Assim como também há 3,5 pessoas, em média, por
núcleo familiar. - O número de
crianças, em média, por família é de 1,01 já que existem 11.359 no total para
11.200 núcleos familiares, como vemos esta cifra é considerada baixa se
comparada com a média nacional; não obstante conhecemos que existe um número de
famílias que tem entre 4 e 6 crianças, coincidindo com as mais carentes, mais
deficientes economicamente e com mais baixo nível cultural. - Ao analisar as
informações a respeito do Estado de Saúde da População, vemos que existe uma
quantidade de 21.440 habitantes, supostamente sadios, enfermos são 12.913
pessoas, 6.208 estão somente expostas a algum risco à saúde( nesta quantidade de
população de risco não estão incluídos os doentes que também estão expostos) e
827 apresentam seqüela de alguma enfermidade ou traumatismo. Como podemos
apreciar 51,8% dos habitantes é aparente sã, e 31,2% padece de alguma
enfermidade crônica, 15% somente está exposta à risco e 2% apresenta
seqüelas.
- Agora nos deteremos na análise dos riscos aos quais estão
expostos os habitantes do município, para o qual esclarecemos termos e
significados. - Em termos gerais risco é uma medida que reflete a
probabilidade de que se produza um dano à saúde (enfermidade, morte, etc.). O
enfoque do risco se fundamenta na medição dessa probabilidade, a qual se usa
para estimular a necessidade de atenção à saúde e outros serviços. - Um
fator de risco é uma característica ou circunstância detectada em indivíduos, ou
grupos, associada com a probabilidade incrementada de experimentar um dano para
a saúde.
- Os fatores de risco aos quais está exposta a população do
município de Indaial são diversos, sendo distribuídos como segue:
Riscos ambientais:
3% das famílias recebem a água de consumo sem nenhum tipo de
tratamento;
2,85% das famílias não usufruem da coleta de lixo, os que queimam,
enterram ou depositam a céu aberto somam 298 famílias, além disso o destino
final do lixo é a céu aberto.
9,9% das famílias não tem destino de fezes e urina, o mesmo é
realizado a céu aberto;
98% dos agricultores usam agrotóxicos; ( 784 famílias, aproximadamente
2.587 pessoas)
Riscos de Comportamento na População Adulta:
22% fumantes; (8.822 pessoas);
8,3% alcoólatras;(3.328 pessoas)
12,7% obesos;(5.092 pessoas)
3,7% relação sexual instável.(1.483 pessoas)
Riscos Relacionados com a Atenção à Saúde:
Algumas famílias tem difícil acesso ao serviço de saúde pela
distância;
O serviço de urgência médica de 24horas tem uma capacidade
limitada;
O atendimento de média e alta complexidade tem uma alta demanda
reprimida;
Riscos Sócio – Culturais:
3,8% Índice de analfabetismo (segundo o IBGE)a estimativa do município
oscila em 10%
Risco Econômico:
Aproximadamente 13% das famílias recebem uma renda per capta mensal
menor que R$200,00.
- Os riscos em sua grande maioria se relacionam uns com os outros e podem ser
modificados, alguns deles, atuando sobre os costumes e estilos de vida das
pessoas, fundamentalmente realizando trabalho de Promoção de Saúde e Prevenção
de Enfermidades, modificando a longo prazo muitos indicadores de saúde.
- A respeito das enfermidades crônicas não transmissíveis podemos dizer que no município existe um total de 5.340 pessoas conhecidas com Hipertensão Arterial (HÁ), 2.840 com Diabetes Mellitus (DM), 187 apresentam algum tipo de Câncer (CA), 67 tem uma deficiência Física (DF), 54 padecem de Ataque Epiléptico (EPI), 37 apresentam Crise Convulsiva (CV), 744 tem Asma Brônquica (AB), 114 pessoas sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVE), 1.432 tem outras doenças e aproximadamente 30.576 habitantes são aparentemente sadios.
- Existe um predomínio do número de hipertensos, sendo o problema de saúde mais significativo no município, se temos em mente o perigo desta enfermidade quando não é tratada nem controlada, assim como suas futuras complicações afetando órgãos como coração, rins e cérebro. Tanto na Hipertensão Arterial como na Diabetes Mellitus existe uma classificação dos pacientes como segue:
1- Paciente que não sabe que tem a doença;
2- Paciente que sabe que tem a doença e não procura ao médico; 3-
Paciente que sabe que tem a doença, procura ao médico mais não faz o tratamento
ou não da certo o mesmo; 4- Paciente que sabe que tem a doença procura ao
médico, faz tratamento e da certo.
- Desafortunadamente neste último
grupo de pacientes só está de 1 a 3% aproximadamente, pelo que a busca ativa dos
portadores da doença, a conscientização da importância do tratamento e
acompanhamento das doenças crônicas são os fatores decisivos na melhoria da
qualidade de vida destes pacientes.
Enfermidades
infecciosas
Principais Agravos em Indaial - Anos
2002 - 2001
Agravos
2000
2001
Nº Casos
Incidência
Nº Casos
Incidência
Cervicites por Clamídia
7
16.70
4
9.20
DST não especificada
47
112.15
6
13.80
Outras Uretrites
3
7.16
3
6.90
Outras Cervicites
52
124.8
18
41.40
Sífilis não especificada
0
0
2
4.60
Sind. Desconforto / dor pélvica
6
14.32
0
0
Sind; Corrimento Uretral
1
2.39
2
4.60
Sind. Corrimento Vaginal
54
128.85
12
27.60
Sind. Corrimento Cervical
1
2.39
21
48.30
Uretrite por Clamidia
3
Sem Pop.
7
Sem Pop.
Tricomoníase
32
Sem Pop.
2
Sem Pop.
Diarréia
(*)
230
528.99
Acidentes Animais Peçonhentos
2
4.77
3
6.90
Hepatite Viral
10
23.86
6
13.80
Meningite
16
38.18
12
27.60
Intoxicação Alimentar
58
138.40
9
20.70
Atendimento Anti-Rábico Humano
34
81.13
34
78.20
Varicela
40
Sem Pop.
77
Sem Pop.
Total
365
--
448
--
Fonte:
SINAN. Sistema de Informações de Agravos de Notificação. (*)
A Diarréia não era Notificada.
- Além dos casos
mostrados na tabela, foram notificados no ano de 2001, 01 caso de Hanseníase, 03
de Tuberculose, e 19 de DST/AIDS. - Se levarmos em conta o número de
mulheres em idade sexualmente ativa do município, e um elevado percentagem delas
apresentaram alguma enfermidade vaginal ou uretral infecciosa, nos últimos anos,
assim como se desconhece o número de homens que apresentaram enfermidades
transmissíveis sexualmente por não ser notificado e não sabemos se realizaram
tratamento, então estamos diante de um problema de saúde que não conhecemos a
magnitude, os quais
podem contrair alguma enfermidade sexualmente transmissível, incluindo a
AIDS.